Mamíferos no trecho Cerrado do corredor Cerrado-Pantanal
Responsáveis: Flávio Rodrigues & Rosane Garcia Collevatti (Universidade Católica de Brasília).
Parceiros deste projeto:
A fragmentação de habitats é hoje uma das maiores ameaças à diversidade biológica tanto pela redução dos ambientes naturais como pelo isolamento dos habitats remanescentes. Em paisagens fragmentadas, as espécies podem estar distribuídas como metapopulações, sistemas de populações ligadas pelo fluxo gênico, e a sobrevivência dessas metapopulações está relacionada à eficiência de movimentação entre as manchas de habitat, que pode se tornar inviável devido à distância, à falta de corredores, ou de outros habitats em que as espécies possam atravessar. Corredores biológicos são faixas de vegetação, por onde os organismos podem transitar, envoltos em um outro tipo de habitat (matriz) dissimilar e difícil de ser atravessado. Corredores conectam duas ou mais áreas de vegetação nativa e muitos estudos demonstram a sua eficiência como áreas de conservação, sugerindo que atuariam aumentando ou mantendo a viabilidade genética de populações nativas permitindo um fluxo de indivíduos entre populações anteriormente conectadas. A magnitude e distribuição da variabilidade genética dentro e entre as populações estão relacionadas com o alcance do fluxo gênico.
Pequenos mamíferos são bons objetos de estudo sobre a estrutura genética de populações e para medir se há fluxo gênico entre populações, pois possuem baixa capacidade de dispersão e algumas espécies são restritas a determinados tipos de habitat. Além disso, as gerações são curtas, o que significa que os efeitos da fragmentação podem ser mais evidentes num curto espaço de tempo.
O objetivo geral do projeto será avaliar os padrões de variabilidade genética em pequenos mamíferos distribuídos ao longo da parte do Cerrado do corredor Cerrado-Pantanal, avaliando se existe fluxo gênico entre estas populações. Mais especificamente, procura-se: