Atropelamento de fauna em rodovias de uma região fragmentada do estado de São Paulo: quantificação do impacto e análise dos fatores condicionantes.

Responsável: Cristiana de Santis Prada

Parceiros deste projeto:

A degradação de habitats é grande em todo o planeta e a construção e operação de rodovias é um fator que contribui para este processo de maneira crescente e disseminada em todo o mundo.

A mortalidade por atropelamento pode ser altamente impactante para populações naturais, principalmente para espécies que existem em baixas densidades, como as ameaçadas de extinção e as com área de vida relativamente grande e taxas reprodutivas baixas, como as de carnívoros.

O Estado de São Paulo teve sua cobertura vegetal original reduzida e altamente entrecortada, com apenas 13,4% do remanescente natural. A região nordeste é extremamente fragmentada, dominada por várias atividades agrícolas, predominantemente cultivo de cana-de-açúcar, laranja, algodão e silvicultura, além das estradas de diferentes magnitudes. Os animais têm, portanto, que transitar diariamente ou sazonalmente pelo mosaico que caracteriza sua região de ocorrência, expondo-se a atropelamentos..

O objetivo deste projeto é estudar o atropelamento de vertebrados silvestres na região definida pelo cruzamento das rodovias SP 318, 310, 255, 253, 330 e 215, e os fatores que o influenciam, com vistas à sugestão de ações mitigatórias.

Os trechos das rodovias a serem estudados perfazem o perímetro de região onde se localizam a Estação Ecológica de Jataí, Estação Experimental de Luis Antônio, Estação Ecológica de São Carlos, A.R.I.E. Cerrado Pé de Gigante e outras 4 glebas do Parque Estadual Vassununga, constituindo um arquipélago de vegetação natural. É região de ocorrência de rica fauna, tendo sido identificadas 69 espécies de mamíferos, sendo 24 ameaçadas de extinção no Estado de São Paulo, 4 no Brasil.

Este projeto está sendo desenvolvido em conjunto com o Laboratório de Análise e Planejamento Ambiental - LAPA/UFSCar, na pessoa do Prof. Dr. José Salatiel Rodrigues Pires e tem o apoio do
Centro Nacional de Pesquisas para a Conservação dos Predadores Naturais - CENAP/IBAMA;
Laboratório anatomopatológico de animais silvestres do departamento de patologia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da UNESP, Campus de Jaboticabal, na pessoa da Profa. Dra. Karin Werther;
2a. e 4a. Cias do 3o. Batalhão de Polícia Militar Rodoviária;
1o pelotão da 4a Companhia do 3o batalhão da Polícia Ambiental do Estado de São Paulo;
Intervias - Concessionária de Rodovias;
Setor de Meio Ambiente do DERSA, na pessoa do Dr. Pedro Romanini.