Nenhuma foto neste projeto!
Projetos Finalizados

Ecologia e Conservação do Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) no Parque Nacional das Emas -

Coordenador do projeto:

Flávio Henrique Guimarães Rodrigues



Equipe executora:

Guilherme Miranda  - UCB
Rosane Colevatti - UCB
Fernanda Vinci

Descrição do Projeto

Há variações sazonais significativas na área de vida, padrão de atividade e densidade populacional da espécie?

Existe uma estruturação espacial na variabilidade genética dentro da população, relacionada a diferentes áreas do Parque e áreas antrópicas adjacentes?

Qual a distância do fluxo gênico (existe tendência de acasalamento entre indivíduos de áreas de vida adjacentes)?

Quais as principais doenças que estão presentes nas populações de tamanduás amostradas?

O projeto, iniciado em julho de 2000, foi finalizado em 2003.

Resumo dos resultados:

A área de vida média de tamanduás-bandeira no PNE foi de aproximadamente 12 km2. Estes valores são muito superiores aos encontrados por outros pesquisadores no Parque Nacional da Serra da Canastra e também no Pantanal, porém são inferiores aos encontrados para os Llanos venezuelanos. Ainda que maiores que a de outras localidades no Brasil, as áreas ocupadas pelos tamanduás do PN Emas não são muito extensas. Houve uma alta sobreposição de áreas de vida, tanto de machos quanto de fêmeas. Estas duas características da espécie, áreas relativamente pequenas e alta sobreposição, possibilitam que altas densidades sejam alcançadas e o PNE é uma das áreas onde esta densidade é maior (talvez com exceção do PN Serra da Canastra) (F.H.G. Rodrigues & G.H.B. de Miranda, dados não publicados).

Além dos animais monitorados dentro do Parque com telemetria VHF convencional, 10 tamanduás na periferia do Parque foram equipados com um colete contendo um transmissor VHF e um GPS, para mapear o uso de áreas antrópicas. Os resultados mostram que os tamanduás da periferia utilizam áreas de lavoura, mas principalmente para alcançar outras áreas naturais. Portanto, ainda que possam sobreviver numa matriz de áreas alteradas, os tamanduás dependem fortemente das áreas com vegetação nativa e são estas que possibilitam a ocupação da matriz.

Sangue de 30 tamanduás capturados foi coletado para análise de variabilidade genética. O DNA de todas as amostras foi extraído e armazenado. Estas amostras estão sendo analisadas.

Os levantamentos populacionais por meio de transectos terrestres indicam que há cerca de 530 tamanduás habitando o Parque Nacional das Emas. No levantamento aéreo o resultado foi de cerca de 276 tamanduás no PNE.

O projeto teve apoio da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza/ MacArthur Foundation, The Wittley Award Foundation/ Rufford Small Grants, Conservation International do Brasil e Centro Nacional de Pesquisa para Conservação dos Predadores Naturais - CENAP/IBAMA.

< voltar

Instituto Pró-Carnívoros Av. Horácio Neto, 1030 - Parque Edmundo Zanoni - Atibaia / SP - 12945-01011 4411 6966