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Jupará-verdadeiro (Potos flavus)

  • Nome comum em Inglês: Kinkajou  
    Nome científico: Potos flavus
    Nome/s comum em Português: Jupará-verdadeiro, macaco-da-meia-noite

    Informações gerais (valores médios com mínima e máxima em parênteses)


    Comprimento do corpo (cm): (43-76)a Cauda (cm):  (39-57)a 
    Dieta: Onívora
    Peso (kg): 3 (1-5)a Altura (cm):  Área de vida (km2): 0.08-0.5c
    Número de filhotes: (1-2) a Gestação (dias): (98-120) a Longevidade (anos): 23 (max)
    Estrutura social: Solitários a, mas formam grupos quando se alimentam em árvores frutíferas ou quando estão dormindo b
    Padrão de atividade: Noturno a
    a (Ford & Hoffmann 1988),b (Kays & Gittleman 2001) , c (Kays & Gittleman 1995)

    Descrição Física
    Com sua cauda preênsil e rosto redondo, esta espécie parece e se comporta mais como um primata do que um carnívoro. Tem pêlo denso, macio, que é marrom-avermelhado, mas também podem ter tons mais claros.

    Ecologia e Habitat
    É uma espécie que depende das florestas tropicais e ocorre desde o México até o Estado de São Paulo no Brasil. No Brasil ocorre principalmente na bacia amazônica e norte do Mato Grosso, mas também é encontrado em áreas de Mata Atlântica.
    O Jupará tem hábitos noturnos e é estritamente arborícola (vive em árvores - Ford & Hoffmann 1988). Sua aparência externa e os hábitos alimentares tornam ele mais similar a um macaco do que um carnívoro, motivo pelo qual a espécie chega a ser conhecida em áreas da bacia Amazônica como macaco-da-meia-noite ou macaco-da-noite.
    Sua dieta consiste principalmente de frutos, mas também comem sementes e insetos (Fleming & Williams 2009; Julien-Laferriere 1999; Kays, 1999). Uma característica importante é a sua língua comprida, que lhes permite que se alimentem de insetos e até mesmo néctar. Devido àos frutos e néctar em sua dieta, eles têm um papel importante como dispersores de sementes e polinizadores (Fleming & Williams 2009; Janson et al. 1981; Julien-Laferriere 1999)

    Ameaças e Conservação
    Devido à sua ampla distribuição e relativa altas densidades esta espécie é considerada pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) como “pouco preocupante”. As principais ameaças a esta espécie são a perda de habitat e a caça ilegal, com a perda de floresta influenciando significativamente a probabilidade de ocorrência em fragmentos florestais na Amazônia (Michalski & Peres 2005).

    Links Online
    IUCN redlist (http://www.iucnredlist.org) apresenta uma síntese dos conhecimentos atuais sobre a distribuição e estado de conservação.

    Referências
    Fleming, T. H., & Williams, C. F. (2009). Phenology, seed dispersal, and recruitment in Cecropia peltata (Moraceae) in Costa Rican tropical dry forest. Journal of Tropical Ecology, 6, 163-178.

    Ford, L. S., & Hoffmann, R. S. (1988). Potos flavus. Mammalian Species, 321, 1-9.

    Janson, C. H., Terborgh, J., & Emmons, L. H. (1981). Non-flying mammals as pollinating agents in the Amazonian forest. Biotropica, , 1-6.

    Julien-Laferriere, D. (1999). Foraging strategies and food partitioning in the neotropical frugivorous mammals Caluromys philander and Potos flavus. Journal of Zoology, 247, 71-80.

    Kays, R. W. (1999). Food preferences of kinkajous (Potos flavus): A frugivorous carnivore. Journal of Mammalogy, 80, 589-599.

    Kays, R. W., & Gittleman, J. L. (1995). Home range size and social behavior of kinkajous (Potos flavus) in the Republic of Panama. Biotropica, 27, 530-534.

    Kays, R. W., & Gittleman, J. L. (2001). The social organization of the kinkajou Potos flavus (Procyonidae). Journal of Zoology, 253, 491-504.

    Michalski, F., & Peres, C. A. (2005). Anthropogenic determinants of primate and carnivore local extinctions in a fragmented forest landscape of southern Amazonia. Biological Conservation, 124, 383-396.

     

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