Gato-maracajá (Leopardus wiedii)

Gato-maracajá (Leopardus wiedii)
Nome comum em Inglês: Margay
Nome científico: Leopardus wiedii
Nome/s comum em Português: Gato-maracajá, Gato-peludo
Informações gerais (valores médios com mínima e máxima em parênteses)
Comprimento do corpo (cm): 55 (47-72) a Cauda (cm): 39 (30-49) a
Dieta: Carnívora
Peso (kg): 3 (2-5) a Altura (cm): Área de vida (km2): (1-20)b
Número de filhotes: 1(1-2) a Gestação (dias): 81-84 a
Longevidade (anos): 20 (máx) a
Estrutura social: Solitários
Padrão de atividade: Noturno
Descrição Física
Tem a pelagem muito parecida com a da jaguatirica e do gato-do-mato-pequeno, com coloração amarelo-dourada com rosetas escuras dispostas principalmente nas laterais do corpo. No dorso as rosetas se fundem formando listras que vão do topo dos olhos à base da cauda. As patas traseiras têm articulações especialmente flexíveis, permitindo rotação de até 180º, o que lhe dá a rara habilidade dentre os felinos de descer de uma árvore de cabeça para baixo, como os esquilos. A habilidade com as patas e a cauda longa lhe conferem uma excepcional capacidade arbórea e eles permanecem a maior parte do tempo em árvores.
Ecologia e Habitat
Tem ampla distribuição estendendo-se desde o norte do México até o Uruguai e norte da Argentina. No entanto, eles estão raros onde ocorrem e dependem de habitats florestais com dossel fechado (Payan et al. 2008).
É um animal pouco estudado, com poucas informações sobre sua ecologia e características sociais. Estudos têm demonstrado hábitos essencialmente noturnos.
Comem uma grande variedade de presas de vertebrados (mamíferos, aves, répteis e anfíbios), porém os principais itens de sua dieta são pequenos roedores arborícolas, seguido por pequenas aves (Rocha-Mendes & Bianconi 2009; Wang 2002; de Oliveira, 1998).
Ameaças e Conservação
A destruição das florestas é a principal ameaça para essa espécie (Payan et al. 2008). Além disso, o pequeno conhecimento sobre a biologia desta espécie, limita a possibilidade de estratégias de conservação eficazes. É classificado pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) como espécie “Quase ameaçada” e pelo IBAMA, como ameaçada de extinção.
Links Online
IUCN redlist (http://www.iucnredlist.org) apresenta uma síntese dos conhecimentos atuais sobre a distribuição e estado de conservação.
IUCN Cat Specialist Group (grupo de especialistas dos gatos):
http://www.catsg.org/catsgportal/20_catsg-website/home/index_en.htm
IUCN Cat Specialist Group species accounts (descrições das espécies de felinos selvagens):
http://www.catsg.org/catsgportal/cat-website/20_cat-website/home/index_en.htm
Referências
Payan, E., Eizirik, E., de Oliveira, T. G., Leite-Pitman, R., Kelly, M., & Valderrama, C. (2008). Leopardus wiedii. In: IUCN 2010. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2010.2. <www.iucnredlist.org>, , Downloaded on 06 July 2010.
Rocha-Mendes, F., & Bianconi, G. V. (2009). Opportunistic predatory behavior of margay, Leopardus wiedii (Schinz, 1821), in Brazil. Mammalia, 73, 151-152.
Wang, E. (2002). Diets of ocelots (Leopardus pardalis), margays (L-wiedii), and oncillas (L-tigrinus) in the Atlantic rainforest in southeast Brazil. Studies on Neotropical Fauna and Environment, 37, 207-212.
de Oliveira, T. G. (1998). Leopardus wiedii. Mammalian Species, 579, 1-6.