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Onça-pintada (Panthera onca)

  • Onça-pintada (Panthera onca)

    Nome comum em Inglês: Jaguar  
    Nome científico: Panthera onca
    Nome/s comum em Português: Onça-pintada

    Informações gerais (valores médios com mínima e máxima em parênteses)


    Comprimento do corpo (cm): (100-180)a Cauda (cm):  (45-75)a 
    Dieta: Carnívora
    Peso (kg): (36-158)a Altura (cm): (68-75)a Área de vida (km2): 5 – 260 a,b
    Número de filhotes: 2 (1-4) a Gestação (dias): (91-111) a 
    Longevidade (anos): 
    Estrutura social:
     Solitários
    Padrão de atividade: Diurno e noturno

    a (Seymour 1989), b (Cavalcanti & Gese 2009)

    Descrição Física
    É o maior felino do continente americano, e um animal de corpo robusto, dotado de grande força muscular, sendo a potência de sua mordida considerada a maior dentre os felinos de todo o mundo. Outra característica marcante dessa espécie é que ela não mia como a maioria dos felinos. Assim como o Leão, o Tigre e o Leopardo, ela emite uma série de roncos muito fortes que são chamados de esturro, que podem ser ouvidos por quilômetros.
    Possui pelagem amarelo-dourado com pintas pretas na cabeça, pescoço e patas. Nos ombros, costas e flancos tem pintas formando rosetas que têm, no seu interior, um ou mais pontos. Podem ocorrer indivíduos inteiramente negros, sendo esta apenas uma característica melânica da mesma espécie. Mesmo nesses indivíduos, as pintas podem ser visualizadas na luz oblíqua.

    Ecologia e Habitat
    Originalmente a distribuição deste animal se dava desde o sudoeste dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Agora onças estão oficialmente extintas nos Estados Unidos (alguns indivíduos ocasionalmente cruzam a partir do México), mas ainda pode ser encontrados na América Latina, inclusive no Brasil. De maneira geral, porém, suas populações vêm diminuindo onde entram em confronto com atividades humanas. No Brasil ela já praticamente desapareceu da maior parte das regiões nordeste, sudeste e sul (Sanderson et al. 2002; Torres et al. 2008).
    Ocorre em vários tipos de habitat, desde florestas como a Amazônica e a Mata Atlântica, até em ambientes abertos como o Pantanal e o Cerrado. São animais de hábitos solitários, tendo maior atividade ao entardecer e à noite mas também pode ser ativo durante o dia (Romero-Muñoz et al. 2010; Seymour 1989). São territorialistas, no entanto territórios de ambos os sexos podem se sobrepor e no território de um macho pode muitas vezes se sobrepôr duas ou mais fêmeas (Cavalcanti & Gese 2009).
    Eles têm uma dieta variada, que pode incluir de antas a rãs (Seymour, 1989), mas geralmente sua dieta consiste de vertebrados de médio a grande porte, incluindo: queixadas e catetos, preguiças, capivaras, veados, tatus e até mesmo jacarés (Azevedo 2008; Cavalcanti & Gese 2010; Dalponte 2002). No entanto quando o número destes animais diminui, geralmente por alterações ambientais provocadas pelo homem, as onças podem vir a se alimentar de animais domésticos e por esse motivo são perseguidas (Azevedo & Murray 2007; Michalski et al. 2006, Silveira et al. 2008).
    Os machos e as fêmeas encontram-se apenas no período reprodutivo. A mãe cuida do filhote até que ele complete cerca de dois anos e neste período o ensina a caçar e a sobreviver.

    Ameaças e Conservação
    A destruição de habitats (Michalski & Peres 2005) aliada à caça predatória devido principalmente ao alegado prejuízo econômico causado às criações de animais domésticos fazem com que as populações venham sendo severamente reduzidas (Sanderson et al. 2002). É classificado pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) como “Quase ameaçado” e pelo IBAMA como espécie vulnerável e está no apêndice I do CITES.

    Links Online
    IUCN redlist (http://www.iucnredlist.org) apresenta uma síntese dos conhecimentos atuais sobre a distribuição e estado de conservação.

    IUCN Cat Specialist Group (grupo de especialistas dos gatos):

    http://www.catsg.org/catsgportal/20_catsg-website/home/index_en.htm

    IUCN Cat Specialist Group species accounts (descrições das espécies de felinos selvagens):

    http://www.catsg.org/catsgportal/cat-website/20_cat-website/home/index_en.htm

    Referências
    Azevedo, F. C. C. (2008). Food habits and livestock depredation of sympatric jaguars and pumas in the Iguacu National Park area, south Brazil. Biotropica, 40, 494-500.

    Azevedo, F. C. C., & Murray, D. L. (2007). Evaluation of potential factors predisposing livestock to predation by jaguars. The Journal of Wildlife Management, 71, 2379-2386.

    Cavalcanti, S. M. C., & Gese, E. M. (2009). Spatial ecology and social interactions of jaguars (Panthera onca) in the southern Pantanal, Brazil. Journal of Mammalogy, 90, 935-945.

    Cavalcanti, S. M. C., & Gese, E. M. (2010). Kill rates and predation patterns of jaguars (Panthera onca) in the southern Pantanal, Brazil. Journal of Mammalogy, 91, 722–736 .

    Dalponte, J. C. (2002). Dieta del Jaguar y Depredación de Ganado en el Norte del Pantanal, Brasil. In R. Medellín, C. L. B. Equihua, C. B. Chetkiewicz, P. G. Crawshaw Jr, A. Rabinowitz, K. H. Redford, J. G. Robinson, E. W. Sanderson & A. B. Taber (Eds.), El jaguar en el nuevo milenio (pp. 201-214). Mexico: Fondo de Cultura Económica/Universidad Nacional Autónoma de México/Wildlife Conservation Society.

    Michalski, F., & Peres, C. A. (2005). Anthropogenic determinants of primate and carnivore local extinctions in a fragmented forest landscape of southern Amazonia. Biological Conservation, 124, 383-396.

    Michalski, F., Boulhosa, R. L. P., Faria, A., & Peres, C. A. (2006). Human-wildlife conflicts in a fragmented Amazonian forest landscape: determinants of large felid depredation on livestock. Animal Conservation, 9, 179-188.

    Romero-Muñoz, A., Maffei, L., Cuéllar, E., & Noss, A. J. (2010). Temporal separation between jaguar and puma in the dry forests of southern Bolivia. Journal of Tropical Ecology, 26, 303-311.

    Sanderson, E. W., Redford, K. H., Chetkiewicz, C. L. B., Medellin, R. A., Rabinowitz, A. R., Robinson, J. G., & Taber, A. B. (2002). Planning to save a species: the jaguar as a model. Conservation Biology, 16, 58-72.

    Seymour, K. L. (1989). Panthera onca. Mammalian Species, 340, 1-9.

    Silveira, L., Boulhosa, R., Astete, S., & Jácomo, A. T. A. (2008). Management of domestic livestock predation by jaguars in Brazil. CAT News. Special Issue The jaguar in Brazil, , 26-30.

    Torres, N. M., De Marco Jr, P., Filho, J. A. F. D., & Silveira, L. (2008). Jaguar Distribution in Brazil: Past, Present and Future. Cat News, 4, 4-8.

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